A Constelação

A minha constelação reúne imagens minhas e de outros artistas, cinema, literatura e materiais de arquivo. Funciona como uma mesa de montagem: aproximo obras por afinidades formais, tensões éticas e problemas partilhados, para observar como a imagem ganha autoridade; e como a perde; quando circula entre documento, ficção e simulação.

Não procuro citar por ornamentação. Cada referência entra como ferramenta: um modo de iluminar questões do meu trabalho,memória e reescrita, autoria e responsabilidade, reconhecimento e crença. A constelação, portanto, não organiza um “gosto”; organiza um campo de forças onde diferentes imagens se testam umas às outras, deixando rasto no modo como vejo, escolho e construo.

                                                     


                       
A morte do autor /Giselle Hinterholz





      
Nascida em 1979








                                                       
Edvard Munch










Sob a luz articial/Album








"No cinema, a mãe não comentou o filme — finalmente, silêncio."                                      

| “O corpo”   Performance Giselle Hinterholz     
 
O polvo / Giselle Hinterholz

                                      

                                                                                     
Performance - Silvestris 2025
     


                                                         

Images as Defibrillators: An Attempt to Resuscitate the World

/ Por giselle Hinterholz







                 

Exposição - Silvestre 2025




“Hoje, a mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei.”
(Albert Camus) O Estrangeiro





Mãe em Cubatão-SP




“O Espelho” de Andrei Tarkovsky: auto-retrato da vida e pessoa artísticas
                                                       
O grito (Edvard Munch)







Francesca Woodman
               
Quando puder, deixo uma rosa na tua campa



“Sou um corpo falante / um corpo que dança / um corpo que rui / um corpo que insiste”
(Modelos Vivos, 2010) Ricardo Aleixo  
RICARDO ALEIXO/ MODELOS VIVOS
 



     
"PROMPT" It can also
 refer to a message
 displayed by a computer
 system, indicating
 it's ready for
 input... 
                                          







Tia, IA e mãe (grávida de mim)





A MÃE
 
/ Autor desconhecido








Atmosfera silenciosa, quase ritualística —
um relicário do que já foi vivo / Giselle Hinterholz







“As palavras têm sempre um corpo / por onde escorre o tempo.”
(O Livro das Semelhanças, 2015)

Ana Martins Marques
PALAVRAS DE ANA MARTINS MARQUES


A MÃE / Giselle Hinterholz


“A memória é uma cidade pequena: tudo está perto demais.”
(A vida submarina, 2009) Ana Martins Marques





(A vida submarina, 2009) Ana Martins Marques




Francis Alÿs Ricochetes - Serralves - Porto






Sorrisos desfocados pararam o meu caminho.
Eu carregava um corpo no saco.
Ninguém viu... /Giselle Hinterholz
                                         



Projeto IA / Giselle Hinterholz
Eu, bebé com a minha mãe, imagem adicionada pela IA ao meu projeto / Giselle Hinterholz
The Shining 1988 / projeto IA Giselle Hinterholz



E A SANTA CAIU? Performance Giselle Hinterholz
 


                                                                             
ARTIFICIALIDADE / Giselle Hinterholz

  
DESCONSTRUÇÃO DA IA /Giselle Hinterholz






há um cadáver na sala de estar / e ninguém quer falar sobre isso.”
(Modelos Vivos, 2010) Ricardo Aleixo

Construção / Chico Buarque /Por Giselle Hinterholz







A Filha Por Giselle Hinterholz
Chama.
Não a que aquece,
mas a que ameaça consumir.

Chama o que não cabe,
o que excede a imagem,
o que nos olha por trás da beleza.

Chama,
como quem invoca —
o abismo do prazer que fere,
o terror que nos suspende.

Kant diria:
é sublime.

Mas não é o mundo que é grande —

— sou eu que me rasgo diante dele.

Uma flor não basta.

Um corpo, já sem mãe,
pulsa em silêncio.


Chama.

Como verbo.
Como incêndio.
Como juízo.

Chama (o sublime de Kant)
e vê se ele responde.
Louise bourgeois
LEONOR ANTUNES
Arqueologia Íntima /Por Giselle Hinterholz

Objetos naturais — rodelas de madeira, conchas, sementes, vidro —
acondicionados em saquinhos plásticos como relíquias sem nome.
Não são lembranças de algo específico, mas vestígios do que me atravessa.
Guardei-os assim, individualizados, não para esquecê-los,
mas para poder olhar de novo, com outros olhos,
quando o tempo os devolvesse com outra camada de sentidos.
Talvez a memória não seja aquilo que guardamos,
mas o modo como reconfiguramos o que um dia nos tocou.
1 Coríntios 13:4-7 (NVI)


Stalker| Directed by Andrey Tarkovsky

Stalker  

Hannah Wilke: Brushstrokes, 1992
Margarita Terekhova

FERNANDO LEMOS

Frida Orupabo
Hal Foster – The Return of the Real
BATAILLE

Andrei Tarkovsky
La Jetée (1962)Chris Marker

AM
THE WAYWARD ARCHIVE OF FRIDA ORUPABO
Justine Kurland: SCUMB
A MÃE / Por Giselle Hinterholz


Juventude irresoluta: entre o devaneio e o ecrã” na Revista de Comunicação e Linguagens, n.º 63 (2025).



A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.  (Aristóteles)
-memória (familiar, corporal, não vivida)/ Por Giselle Hinterholz
-luto (velado, simbólico)
-identidade (fragmentada, subversiva)
-o corpo (como marca, como lugar de criação e perda)
-a estética da ausência, do abjeto, da ferida
-a morte do autor / da mãe / da promessa
-a artificialidade emocional