Objetos naturais — rodelas de madeira, conchas, sementes, vidro —
acondicionados em saquinhos plásticos como relíquias sem nome.
Não são lembranças de algo específico, mas vestígios do que me atravessa.
Guardei-os assim, individualizados, não para esquecê-los,mas para poder olhar de novo, com outros olhos,quando o tempo os devolvesse com outra camada de sentidos.
Talvez a memória não seja aquilo que guardamos,mas o modo como reconfiguramos o que um dia nos tocou.
Voltar