R 16 Cartografia de um Caos Amarrado


Um corpo desfeito, mas ainda presente.
Não se vê, mas pulsa sob camadas de tinta, fios, pregos e ruído.
Cada material carrega um gesto — conter, amarrar, esconder, perfurar.
Esta é a topografia íntima de um corpo que resiste à legibilidade.
Já não é autor, nem objeto. É território.
Fragmentado, tenso, vivo — como se o próprio ato de criação
fosse uma ferida que se reabre cada vez que se tenta nomeá-la.


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